A nova decisão do governo ameaça as "zonas de protecção permanente" criadas em 2002 para
Ambientalistas alertam que a abolição das regras abriria essas terras para o desenvolvimento, com consequências desastrosas para seus ecossistemas.
“Essas áreas já estão sob intensapressão de magnatas do mercado imobiliário ”, explica Mario Mantovani, chefe do grupo ambientalista SOS Mata Atlantica. "As regras de 2002 pelo menos os protegeram de mais destruição", disse ele em uma entrevista à AFP, chamando sua abolição de "um crime contra a sociedade".
A nova decisão faz parte de uma série de polêmicasdecisões ambientais do presidente de extrema direita, que supervisiona o desmatamento da floresta amazônica e do Pantanal desde sua posse em janeiro de 2019.
Em outras decisões, o governo também cancelouuma medida que exige licenças ambientais para projetos de irrigação, e o presidente permitiu que as empresas de cimento queimassem embalagens vazias de pesticidas para serem convertidas em concreto, o que os ambientalistas dizem ser altamente poluente.
“Mesmo quando estamos testemunhando um registrodestruição ecológica do Brasil, o presidente Salles está dedicando seu tempo para ajudar a piorar a situação, - disse em um comunicado oficial do grupo ambientalista Greenpeace.
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