Um novo método de análise de dentes permitiu determinar a dieta de mamíferos fósseis

O zinco entra no corpo com os alimentos e é armazenado como um importante oligoelemento na bioapatita, um mineral

fase do esmalte dentário. Este elemento tem mais chances de permanecer no corpo por longos períodos de tempo do que o nitrogênio ligado ao colágeno.

A presença de zinco em uma certa proporção tambémpermite estabelecer se o animal era herbívoro ou carnívoro. Assim, os isótopos de zinco podem servir como uma nova ferramenta para estudar a dieta de humanos fósseis e outros mamíferos.

Os pesquisadores usaram um novo método para estudarfósseis encontrados na caverna Tam Hey Marklo, no nordeste do Laos. O estudo mostrou que a dieta dos mamíferos aos quais pertenciam os restos mortais quase não diferia da dieta dos representantes modernos da mesma espécie.

A descoberta permitirá não apenas determinar a dieta de mamíferos e povos antigos com alta precisão, mas também ampliar o período de tempo durante o qual a determinação da dieta será possível, até 100 mil anos.

Anteriormente, os cientistas descobriram os alimentos petrificados mais antigos da Austrália. A idade dos fósseis na forma de carvão é de 65 mil anos.