Cientistas da Universidade Johns Hopkins afirmam ter cultivado com sucesso células-tronco musculares
Para criar células-tronco auto-renováveis,os cientistas começaram com células da pele humana cultivadas em laboratório. Estas últimas foram geneticamente reprogramadas para um estado mais primitivo em que potencialmente funcionam como células-tronco. Ou seja, eles podem se transformar em quase qualquer tipo de célula do corpo. Essas células são chamadas de células-tronco pluripotentes induzidas (IPS).
No laboratório, os cientistas têm sido capazes defazer diferentes tipos de células de IPS. Em particular, células da pele e do cérebro. A equipe de pesquisa, liderada por Gabsang Lee, professor de neurociência e membro do Instituto de Engenharia Celular da Johns Hopkins Medical University, produziu células-tronco musculares a partir de células IPS. Para fazer isso, eles usaram uma solução rica em nutrientes. Li disse que planejam fazer mais pesquisas para analisar a receita da solução e determinar quais ingredientes foram essenciais para a criação de células-tronco musculares.
Em seguida, a equipe conduziu um experimento em ratos.Ela queria entender para onde as novas células viajariam e se poderiam reparar tecidos danificados. Os pesquisadores confirmaram que, quando injetaram células-tronco musculares nos músculos dos roedores, elas começaram a se mover para uma área chamada nicho. Geralmente contém outras células-tronco produzidas naturalmente.
A equipe de pesquisa usou então doisdiferentes métodos para entender se as células-tronco musculares repararão o tecido danificado. No primeiro cenário, os investigadores transplantaram células estaminais musculares em roedores e depois expuseram os animais a uma toxina e radiação que danificam os músculos. Como resultado, as células-tronco transplantadas formaram mioblastos – células de construção muscular que reparam danos.
Na segunda série de experimentos, os pesquisadorestransplantaram células-tronco musculares em camundongos com uma mutação no gene da distrofina, que leva à distrofia muscular. Alguns meses depois, testes mostraram que camundongos e células-tronco artificiais podiam correr duas vezes mais que roedores convencionais com a mutação.
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