Bactérias são infectadas com vírus para lidar com a resistência aos antibióticos

O sistema CRISPR evoluiu como um mecanismo para proteger bactérias contra vírus. Pesquisadores da Universidade do Norte

Carolinas usou esse mecanismo contrabactérias. Eles projetaram dois bacteriófagos – vírus que infectam bactérias – para entregar uma carga útil CRISPR-Cas e direcionar a edição do gene E. coli.

Em testes de laboratório, bacteriófagosentregou genes à bactéria E. coli que a fez brilhar e controlou a resistência da bactéria aos antibióticos. Os pesquisadores também demonstraram a capacidade dos vírus de fornecer um editor de base de citosina para células bacterianas.

Esta ferramenta não quebra a fita de DNA como Cas9, mas muda apenas uma letra na sequência de DNA. Esse sistema permite fazer alterações pontuais, desativando genes bacterianos individuais, sem violar a integridade do restante do genoma.

Usamos o editor base como uma espécie deinterruptor programável para genes de E. coli. Com esse sistema, podemos fazer alterações altamente precisas de uma única letra no genoma sem quebrar o DNA.

Matthew Netheri, principal autor do estudo

Os geneticistas também testaram o sistema CRISPR-Casem um ambiente natural simulado. Eles usaram um ecossistema artificial (EcoFAB), carregando um tanque com solo sintético feito de areia e quartzo, líquido e três tipos diferentes de bactérias, incluindo E. coli.

O estudo mostrou que os bacteriófagos podemencontram efetivamente suas presas, infectando até um quarto da população de todas as bactérias. Isso significa que o conceito proposto pode ser usado para edição de genes em massa em comunidades naturais complexas, dizem os cientistas.

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