Amêijoas do Caribe foram capazes de sobreviver no oceano acidificado.

Os corais, tal como outros organismos vivos, sofrem com o aumento da acidez dos oceanos causado pela subida do nível do mar.

carbono na atmosfera da Terra.Enormes quantidades de dióxido de carbono na atmosfera são absorvidas pelos oceanos todos os dias. Quando isso acontece, as reações químicas diminuem o pH da água do mar, tornando-a mais ácida. Isto, por sua vez, reduz a quantidade de carbonato de cálcio presente na água, de que os corais necessitam para formar as suas conchas e crescer.

Uma equipe internacional de cientistas pretendia estudaro impacto que os efeitos a longo prazo da alta acidez do oceano podem ter sobre três espécies de coral no Caribe. Pesquisadores transplantaram amostras de corais em áreas ao longo da costa da península de Yucatán, no México, onde a água de fontes submersas reduziu o pH da água do mar circundante. Segundo os pesquisadores, o ambiente nessa área é ainda mais ácido do que o previsto em 2100 nos oceanos da Terra.

Representantes da espécie participaram do experimentoSiderastrea siderea, Porites asteoides e Porites porites. A primeira lidou melhor com as condições alteradas, enquanto a sobrevivência da segunda e terceira espécies diminuiu 20% e 77%, respectivamente.

Quando todos os corais sobreviventes foram capazes de crescer, os pesquisadores descobriram que a densidade de seus esqueletos diminuiu de 15 a 30% em comparação com seus parentes que vivem em outras partes do mar.

Anteriormente, biólogos da École Polytechnique de Lausanne descobriram uma espécie de coral que não só não sofre com as mudanças climáticas globais, mas também é capaz de produzir descendentes.