Os astrônomos ainda não conseguiram examinar Urano e Netuno em detalhes. Os dados mais claros disponíveis
Os pesquisadores observam que a futura missão éuma tarefa muito difícil. O problema é que as naves espaciais que voam longe do Sol não podem contar com a energia solar, elas precisam de outras fontes para manter uma órbita estável e evitar que os instrumentos congelem.
Geradores termoelétricos de radioisótopos(RTG) foram usados em mais de 30 missões para fornecer calor e combustível a naves espaciais. Eles funcionam convertendo o calor do decaimento radioativo de um combustível, como o plutônio-238, em eletricidade. Mas para operar perto de Netuno, a sonda precisaria de mais energia de um reator de fissão nuclear.
Conforme concebido por cientistas chineses, a espaçonavepesando até 3 mil kg deve ser alimentado por um reator nuclear. Também levará quatro pequenos satélites - dois para estudar a atmosfera de Netuno e mais dois para estudar Tritão, sua maior lua. O satélite orbita na direção oposta de seu planeta hospedeiro, é geologicamente ativo e pode conter oceanos líquidos sob sua crosta gelada.
O melhor momento para lançar um espaço dessesaparelho - 2030, dizem os cientistas. Poderia voar a bordo do foguete Long March 5 da China National Space Administration e chegar a Netuno uma década depois de passar pelos gigantes gasosos Júpiter e Saturno.
Estudar os gigantes do gelo permitirá aos astrônomos entender melhor como o sistema solar se formou e evoluiu ao longo de 4,5 bilhões de anos.
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