Mudanças no genoma do coronavírus causam surto pandêmico

Apesar de o SARS-CoV-2 ter apenas 15 genes, ele está em constante mutação. A maioria dessas mudanças não é

de grande importância, mas alguns afetam a velocidade de sua transmissão.

Os autores do novo trabalho analisaram inicialmentegenomas de 150 cepas de SARS-CoV-2. Eles classificaram os surtos em estágios: índice (sem surto), aumento, aumento exponencial e queda. A facilidade de transmissão de um vírus é determinada pelo valor R, ou número reprodutivo, onde R é o número médio de novas infecções causadas por cada pessoa infectada.

Eles combinaram todas essas informações em uma métrica chamadachamado GENI para identificação do genoma do patógeno. A comparação dos indicadores GENI com a fase epidêmica mostrou que o aumento da variação genética ocorreu pouco antes do aumento da incidência.

Quando, no final de março, o governo britânicointroduziu um bloqueio, o número de novos casos estabilizou, mas as mutações continuaram a crescer. Isso mostra que medidas como proibição de aglomerações e distanciamento social são eficazes no controle da disseminação da doença em meio à rápida evolução do vírus.

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