Equidnas sopram bolhas de ranho para enfrentar o calor

Zoólogos da Universidade Curtin usaram sensores infravermelhos para observar a troca de calor entre

equidnas (mamíferos australianos ovíparos) e o meio ambiente. O estudo descobriu que esses animais possuem mecanismos incomuns de adaptação a um clima mais quente.

Equidna vista com um termovisor. Imagem: Cooper, Withers, Biology Letters

Por exemplo, equidnas sopram bolhas de seus narizes paraumedeça a ponta do nariz. Quando a umidade evapora, ela baixa a temperatura do sangue dos animais. Além disso, os espinhos que cobrem o corpo da equidna fornecem um isolamento flexível para mantê-los aquecidos, mas os animais também geram calor a partir de áreas expostas no abdômen e nas pernas.

Equidnas, ao contrário de outras conhecidasos mamíferos não podem ofegar, suar ou lamber-se para evitar o superaquecimento. Portanto, os animais tiveram que desenvolver “tecnologias de resfriamento” alternativas. Eles permitem que os animais permaneçam ativos em temperaturas muito mais altas do que se pensava anteriormente, observam os autores do estudo.

Equidna vista com um termovisor. Imagem: Cooper, Withers, Biology Letters

Equidnas são uma das duas espécies de monotremados oumamíferos ovíparos (juntamente com ornitorrincos), preservados até hoje na Austrália. Compreender a biologia dessas espécies ajudará a entender como os primeiros mamíferos na Terra foram organizados e funcionaram.

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