Em novo trabalho realizado pelo Instituto de Ciencias del Mar (ICM-CSIC) de Barcelona e pelo Instituto Catalão
Cientistas identificam geometria complexa pela primeira vezsistemas de falhas ativos e compreender como eles se moveram nos últimos cinco milhões de anos. Descobriu-se que este é um dos sistemas de falhas mais importantes da região e que absorveu grande parte da deformação causada pela colisão das placas euroasiática e africana.
O sistema de falhas que liga as placas europeia e africana estende-se por 300 quilómetros / ICM-CSIC.
Foto: ICM-CSIC
Embora a estrutura geológica do interior do Mar de Alborãotem sido amplamente estudado desde a década de 1970, até agora os dados não eram precisos o suficiente para compreender a tectônica da área. Contudo, a qualidade dos dados e as modernas técnicas utilizadas neste trabalho permitiram caracterizar detalhadamente um sistema de falhas ativas com mais de 300 km de extensão.
Para o estudo, usamosmétodos de coleta de dados de última geração a bordo do navio oceanográfico espanhol Sarmiento de Gamboa”, explica o pesquisador do ICM-CSIC e professor do ICREA Cesar R. Ranero, que também participou do estudo.
Até agora, os cientistas não sabiam se haviaO Mar de Alborão tem grandes falhas ativas e é o local exato da fronteira tectônica onde as placas europeia e africana colidem. Este conhecimento é fundamental para reavaliar o risco sísmico e de tsunami que as zonas costeiras do Mediterrâneo Ocidental enfrentam.
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