Novo protocolo prevê doença de Alzheimer 10 anos à frente com 80% de precisão

Os cientistas procuravam uma maneira segura, mas eficaz, de prever a doença de Alzheimer (DA). Como parte do novo

pesquisa eles descobriram uma molécula especialaçúcar no sangue de pacientes doentes. Combinado com um simples teste de memória e análise genética, os biólogos previram o início da doença com uma década de antecedência, com 80% de precisão.

Estudos anteriores mostraram queglicanos - polissacarídeos ou oligossacarídeos, polímeros que consistem em unidades monossacarídicas ligadas por ligações O-glicosídicas - encontrados no líquido cefalorraquidiano estão possivelmente associados à presença de proteínas tau no corpo. Altos níveis de proteínas anormais no cérebro são um dos principais marcadores de doenças neurodegenerativas.

Os cientistas descobriram agora que glicanos, moléculasproteínas à base de açúcar que revestem as proteínas também estão presentes no sangue daqueles que podem desenvolver DA. Combinando esta informação com uma análise genética e um teste de memória, eles previram o início da doença de Alzheimer com 80% de precisão 10 anos antes do início dos sintomas de perda de memória.

“O papel dos glicanos, estruturas constituídas por moléculasaçúcar, é uma área relativamente inexplorada na pesquisa sobre demência. Mostramos que os níveis de glicano no sangue mudam durante os estágios iniciais do desenvolvimento da doença. Isto significa que só podemos prever o risco de doença de Alzheimer com a ajuda de um exame de sangue e de um teste de memória”, explica Robin Zhou, estudante de medicina e primeiro autor do estudo da Universidade da Carolina.

Ao processar os dados, a equipe de pesquisaestudaram amostras de sangue coletadas entre 2001 e 2004 de 233 pessoas que participaram do Estudo Nacional Sueco sobre Envelhecimento. O monitoramento de sinais de demência e perda de memória foi realizado a cada três a seis anos, num total de 17 anos. Agora os cientistas estão trabalhando na aplicação do protocolo na prática em ambiente clínico.

O estudo foi publicado na revista Alzheimer's & Demência.

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