Mergulhão pálido se espalhou pelo mundo por meio de 'clonagem'

Micologistas da Universidade de Wisconsin-Madison descobriram um método incomum de reprodução na versão californiana

mergulhão pálido.O estudo mostrou que esses cogumelos venenosos mortais podem produzir esporos usando a composição cromossômica de apenas um “pai”. Esse mecanismo dispensa a “busca” de parceiro sexual e, aparentemente, explica a rápida disseminação do fungo para novos territórios.

Como outros cogumelos relacionados, mergulhão pálidogeralmente se reproduz bissexualmente: estruturas subterrâneas fusiformes de dois indivíduos separados se fundem e, em seguida, fungos acima do solo são formados contendo o DNA de ambos os indivíduos. Estudos na Europa confirmaram que os fungos têm dois conjuntos genéticos, um de cada organismo parental.

Micologistas americanos examinaram amostras de fungos,coletados na Califórnia. Os mergulhões pálidos apareceram pela primeira vez nesta região apenas no início do século 20, mas desde então se espalharam por grandes áreas. As descobertas sugerem que, em vez de procurar um parceiro de fusão, a versão californiana do fungo fertiliza a si mesma.

Os pesquisadores ainda não entendem comoOs mergulhões-pálidos contornam as restrições genéticas da reprodução sexual, mas a maioria dos espécimes recolhidos são “clones” – organismos com um conjunto idêntico de genes herdados de apenas um dos progenitores.

Os mergulhões-claros são originários da Europa e, comoos cientistas acreditam que foram trazidos para a América do Norte no final do século 19 por amantes de árvores. Esporos de fungos escondidos nas raízes das árvores. Depois de serem transferidos para um novo continente, esses fungos começaram a se espalhar ativamente e em algumas regiões são mais comuns do que no continente europeu. Uma estratégia de reprodução incomum, para a qual um fungo é suficiente, explica o motivo da rápida expansão do mergulhão-claro.

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Imagem da capa: Justin Pierce (JPierce) no Mushroom Observer, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons