Embora se acredite que o SARS-CoV-2 tenha se originado do coronavírus de morcego, seu caminho evolutivo exato ainda é desconhecido.
Em seu estudo publicado na NatureComunicações, os cientistas compararam as estruturas das proteínas de pico encontradas no SARS-CoV-2, o coronavírus de morcego RaTG13 mais semelhante identificado atualmente, e um coronavírus isolado de pangolins malaios que foram apreendidos pelas autoridades depois de serem contrabandeados para a China. Descobriu-se que o vírus pangolim é capaz de se ligar a receptores do pangolim e de humanos. Isso está em contraste com o coronavírus dos morcegos, que não pode se ligar efetivamente aos receptores humanos ou de pangolim.
Ao testar se a proteína spike de um determinado vírus podese ligam a receptores celulares de diferentes espécies, podemos ver se o vírus poderia, teoricamente, infectar essas espécies. Mostramos dois pontos-chave. Primeiro, é improvável que este vírus de morcego infecte os pangolins. E em segundo lugar, o vírus pangolim pode potencialmente infectar pessoas.
Anthony Wrobel, co-autor principal do artigo
A equipe usou microscopia crioeletrônica para revelar em detalhes a estrutura da proteína spike do coronavírus pangolim, responsável pela ligação e infecção das células.
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