Pesquisadores da Universidade de Lund testaram o efeito da fala na percepção que as pessoas têm dos robôs.
Em experimentos anteriores, os cientistas estudaramcomo o mau comportamento do olho de um robô humanóide afeta sua percepção por humanos. Descobriu-se que isso leva a uma diminuição da confiança em todos os casos, exceto no caso em que o robô cometeu um erro. A única diferença entre todos esses casos era que, quando um erro era cometido, o robô falava.
Para testar a hipótese, os pesquisadores repetiramconduziram o mesmo experimento que haviam feito em seu trabalho anterior, mas o robô não falava mais. Os participantes do experimento viram um vídeo de um robô mudo e falante realizando ações ou cometendo erros. Durante a conversa, o robô contou alguns fatos sobre um dos vários objetos que lhe foram apresentados.
Após assistirem a este vídeo, os participantes forampropuseram uma série de questionários projetados para avaliar sua confiança no robô, bem como sua percepção de inteligência, atratividade e quão vivo o robô parece.
Imagens do robô do experimento: (a) comportamento correto, (b) comportamento incorreto. Imagem: Krantz et al., arXiv
O experimento envolveu 227 pessoas.Os resultados das respostas mostraram que, em geral, os robôs reparáveis eram os mais confiáveis. Mas quando o robô com defeito foi capaz de falar, os participantes relataram que confiavam nele quase tanto quanto confiavam nos robôs em funcionamento.
Os autores do estudo sugerem que os entrevistadospercebem a fala como um indicador de inteligência, e é por isso que o nível de confiança nesses robôs é maior. Em trabalhos futuros, eles planejam testar como a percepção é influenciada por outros fatores, como dilatação da pupila e olhar.
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