Pesquisadores da Universidade Politécnica Pedro, o Grande, apresentaram um material biocompatível para o tratamento de feridas crônicas.
Material composto desenvolvido com base no grafeno(modificação bidimensional do carbono) e polímero de poliamida. O material resultante é eletricamente condutivo e pode ser usado como superfície de contato em dispositivos vestíveis para tratamento de feridas.
Pesquisas nas últimas décadas mostraram queos processos que ocorrem durante a cicatrização de feridas podem ser efetivamente controlados usando impulsos elétricos, explicam os desenvolvedores. O campo elétrico tem efeito antimicrobiano e cicatrizante, evitando a formação de tecido cicatricial. Mas a aplicação prática desse método era limitada pela falta de um contato biocompatível que entrasse em contato com a pele.
Configuração experimental para estimulação elétrica. Imagem: Almaz Kamalov et al., Functional Biomaterials
Pesquisadores mostraram que o material é feito de grafeno ea poliamida é biocompatível, não tóxica para os fibroblastos e os experimentos in vitro têm efeito cicatrizante. O compósito é fácil de esterilizar em altas temperaturas, o que significa que pode ser reutilizado.
Existem agora muitos dispositivos queeles usam estimulação elétrica, mas têm uma desvantagem significativa - o eletrodo que entra em contato com a pele não tem biocompatibilidade suficiente, o que limita o efeito biomédico - feridas e cicatrizes cicatrizam por muito tempo. A utilização do material por nós desenvolvido resolve esse problema e promove uma cicatrização tecidual mais rápida.
Vera Kodolova-Chukhontseva, chefe de um projeto de pesquisa da SPbPU
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