Físicos descobrem como os lançamentos do Falcon 9 mudam a atmosfera

O custo do lançamento de um foguete ao espaço está caindo e o número de lançamentos de foguetes está crescendo. No ano passado, o governo e

Empresas em todo o mundo lançaram com sucesso 133 foguetes em órbita, quebrando um recorde que durou 45 anos.

Mas há um problema.Para escapar da gravidade da Terra, um foguete deve liberar enormes quantidades de energia em um curto período de tempo. A exaustão quente altera a composição física e química da atmosfera à medida que ela passa. Em um novo estudo, uma dupla de físicos simulou o lançamento do foguete Falcon 9 da SpaceX e encontrou vários motivos de preocupação.

Físicos simularam exaustão de nove bicosFoguete Falcon 9 durante lançamento ao espaço. Esses modelos incluem dados sobre o foguete, combustível e levam em consideração o comportamento dos gases sob diversas condições. Graças ao poder da computação, os pesquisadores fizeram diversas simulações.

Eles analisaram o lançamento comparando o volume de gases de escape liberados durante a subida através de uma faixa específica da atmosfera com as propriedades da atmosfera “limpa” em uma altitude específica.

Os cientistas descobriram que uma vez que um foguetepassa a 43,5 km de altitude, passa a emitir mais de um quilômetro cúbico de CO₂ a cada quilômetro de subida. Quando atinge 70 km, o Falcon 9 emite mais de 25 vezes mais CO₂ do que um quilômetro cúbico de ar nessa altitude. Isto preocupa os cientistas porque quase não há monóxido de carbono ou água na atmosfera. As emissões destes compostos em altitudes mais elevadas contribuem de forma mais significativa para as alterações climáticas. Os lançamentos frequentes de foguetes no futuro poderão ter um impacto cumulativo significativo no clima, dizem os cientistas.