Programadores descobriram vulnerabilidades em sensores de impressão digital e carteiras criptográficas

Pesquisadores da Universidade de Duisburg-Essen desenvolveram uma técnica que pela primeira vez permite

testes difusos de áreas de memória protegidas. Os pesquisadores usam fuzzing para testar áreas selecionadas protegidas pela tecnologia Intel Software Guard Extension (SGX).

SGX é uma tecnologia popular usada paraproteção de dados confidenciais. Com ele, os desenvolvedores podem proteger uma área específica da memória do restante do computador. Por exemplo, em uma zona tão dedicada, é seguro executar um gerenciador de senhas mesmo em um computador infectado, explicam os autores do estudo.

O teste de fuzzing usa entrada emgrande quantidade de programa de dados para se ter uma ideia da estrutura e qualidade do código. Esse método permite testes automatizados ou semiautomatizados para identificar rapidamente as vulnerabilidades. A dificuldade com essa abordagem é que o fuzzing requer estruturas de dados aninhadas que precisam ser reconstruídas a partir do código de área protegida.

Como os enclaves não são projetados para introspecção, é difícil aplicar fuzzing a eles.

Tobias Klouster, especialista em segurança da Universidade de Duisburg-Essen, coautor da metodologia de teste

Os pesquisadores relatam que conseguiramanalise áreas protegidas sem acesso ao código-fonte e identifique diversas vulnerabilidades em softwares críticos para a segurança.

Por exemplo, todos testadosdrivers de impressão digital, bem como carteiras de criptomoedas. Os hackers podem usar essas vulnerabilidades para ler dados biométricos ou roubar todo o saldo da criptomoeda armazenada.

Especialistas em segurança já informaram as empresas de software sobre as vulnerabilidades encontradas.

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