Os cientistas fizeram medições diretas da deposição de mercúrio pela primeira vez na região de acesso mais difícil do mundo.
Os autores examinaram duas trincheiras em águas profundasem diferentes partes do Oceano Pacífico: Kermadec a leste e Atacama a oeste, na costa do Chile. Eles coletaram amostras das partes mais profundas da trincheira: ela tem de dois a seis quilômetros de profundidade.
Os resultados revelaram que a concentração de mercúrioa esta profundidade foi o maior alguma vez registado em sedimentos marinhos - ainda mais elevado do que em muitas áreas de poluição industrial.
A má notícia é que talníveis elevados de mercúrio podem ser representativos de um aumento geral nas emissões antropogénicas de mercúrio para o oceano. Mas a boa notícia é que as fossas oceânicas funcionam como locais permanentes de reciclagem. Podemos esperar que o mercúrio que vai parar lá ficará enterrado por muitos milhões de anos, com as placas tectônicas transportando-o para o manto superior da Terra.
Hameda Sanei, Diretor do Laboratório de Carbono Orgânico Litosférico, Faculdade de Geociências
Mas, embora o mercúrio seja removido da biosfera por meio de calhas, os cientistas estão preocupados com a quantidade de metal tóxico que acabou ali.
Os autores acreditam que os resultados de seu estudo ajudarão a preencher uma lacuna de conhecimento importante sobre o ciclo do mercúrio na superfície da Terra.
Consulte Mais informação:
Novas baterias feitas de alumínio e grafeno carregam 60 vezes mais rápido
Uma enorme mariposa foi encontrada na Austrália. Sua envergadura é de 25 cm
Veja o design do futuro iPhone 13 Pro