Cientistas explicam o aparecimento de "aranhas" na superfície de Marte

“Aranhas” em Marte – sistemas de ramificação incomuns e depressões fractais – são encontradas apenas no pólo sul

região do planeta e não têm análogos no Sistema Solar.

Após sua descoberta, alguns anos atrás, os cientistasimediatamente apresentou uma versão da origem dessas formações, mas só encontrou sua confirmação agora. Os pesquisadores obtiveram as primeiras evidências físicas que sustentam o modelo mais popular para a formação de tais estruturas, conhecido como hipótese de Kieffer. De acordo com essa ideia, as formas de aranha são formadas por sublimação direta do dióxido de carbono congelado.

Formas gigantes com até 1 km de tamanho são diferentes de tudoo que está na terra. No entanto, os cientistas foram capazes de recriar com sucesso uma versão menor dessas formações no laboratório. Para fazer isso, eles usaram uma placa de gelo de dióxido de carbono (gelo seco). Os cientistas também recriaram a atmosfera marciana. Quando o gelo frio tocou uma camada muito mais quente de sedimento marciano, parte dele instantaneamente passou de sólido a gasoso no processo de sublimação. Como resultado, se formaram rachaduras de teia de aranha, a partir das quais o gás foi empurrado através do gelo.

Um exemplo de “aranhas” criadas em laboratório, comseções transversais mostrando que a profundidade das depressões diminui com a distância do centro da mó, como acontece em Marte. (Crédito da imagem: Scientific Reports, CC 4.0)

Este estudo representa o primeiro conjunto deevidências empíricas para um processo de superfície que se acredita estar alterando a paisagem polar de Marte, disse a autora principal Lauren McKeown, cientista planetária da Universidade Aberta da Inglaterra, em um comunicado.

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