Os cientistas descobriram como prever melhor o clima espacial

Usando o satélite GOES-17 da Nationalda Administração Oceânica e Atmosférica (NOAA), cientistas do Instituto Conjunto de Pesquisa em Ciências Ambientais (CIRES) fizeram as primeiras imagens da coroa do meio do Sol.

A coroa média é a região do Sol queresponsável pelo movimento do vento solar e das explosões solares. Alcançam a Terra, interferem nas comunicações de rádio, danificam as redes elétricas e reduzem a precisão dos sistemas de navegação. Novas observações revelaram ligações entre a coroa interior, com a sua complexa estrutura magnética, e a coroa exterior, onde o vento solar flui para a heliosfera, a enorme bolha de espaço que rodeia o Sol. “Não pensávamos que estas regiões estivessem ligadas, mas agora sabemos que interagem o tempo todo”, explica o investigador do CIRES, Dan Seaton, que é o autor principal do novo projeto de investigação.

Cortesia de Dan Seaton, NCEI e CIRES.

As fotografias com as quais os cientistas trabalharam foram obtidasSolar Ultraviolet Visualizer (SUVI) na espaçonave GOES-17 em 2018. Os pesquisadores combinaram os dados existentes para criar uma imagem composta em grande escala. Ajuda a compreender a estrutura e a natureza dos eventos ultravioleta extremos na coroa média do Sol.

“Novas imagens da coroa do meio vão ajudarmelhorar a previsão do tempo espacial. Seremos capazes de detectar e rastrear de forma mais eficaz as ejeções de massa coronal, que representam ameaças significativas à infraestrutura da Terra”, conclui o cientista. No futuro, os investigadores continuarão a estudar a coroa média do Sol.

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