Cientistas da Universidade de Sussex, na Grã-Bretanha, descobriram que os antidepressivos não afetam a excitabilidade
Porque a demência é uma síndrome na qualhá uma degradação da memória e do pensamento e, em um estágio grave, uma pessoa não pode realizar atividades diárias; essas pessoas geralmente têm depressão profunda e aumento da excitabilidade. Esses pacientes geralmente recebem terapia de manutenção prescrita. E, apesar de os antidepressivos não aparecerem nas diretrizes clínicas britânicas para o tratamento da demência, os médicos os prescrevem com bastante frequência.
Um dos mais comuns é a mirtazapina. Os cientistas decidiram testar a eficácia desta droga no combate à excitabilidade em pacientes com demência.
Para o estudo, um grupo de 204pessoas com demência, cuja idade média era de 82 anos, e depois foram divididas em dois subgrupos de 102 pessoas. Os participantes do estudo do primeiro grupo receberam mirtazapina por 12 semanas, o segundo grupo recebeu um placebo. O procedimento foi repetido após 12 semanas.
Como resultado, descobriu-se que a mirtazapina é inútil.para combater a depressão e a excitabilidade no contexto da demência. Seu efeito foi no mesmo nível que o placebo. Além disso, mais pessoas morreram no grupo da droga do que no grupo placebo: 7 e 1 pessoas, respectivamente. Segundo os cientistas, além da ineficiência, a mirtazapina também é perigosa. E parar a excitabilidade e a depressão na demência com sua ajuda é apenas em casos extremos, quando o possível benefício da droga supera o dano.
Fonte: The Lancet