Cientistas rastreiam como as células imunológicas encontram seu alvo

Engenheiros biológicos do Instituto de Tecnologia de Massachusetts desenvolveram uma ferramenta experimental

permitindo a determinação precisa das interaçõesentre uma célula imune específica e seu antígeno. Uma nova técnica que utiliza vírus para apresentar muitos antígenos diferentes a enormes populações de células imunológicas poderia permitir triagens em larga escala para tais interações.

Para isso, pesquisadores desenvolveramuma forma especializada de lentivírus, um tipo de vírus que os cientistas costumam usar para fornecer genes porque pode integrar fragmentos de DNA nas células hospedeiras. Esses vírus têm uma proteína de envelope chamada VSV-G que pode se ligar a receptores na superfície de muitos tipos de células humanas, incluindo células imunes, e infectá-las.

Para este estudo, os pesquisadores modificarama proteína VSV-G de tal forma que não pode infectar a célula por conta própria, mas depende de um antígeno de escolha dos pesquisadores. Essa versão modificada do VSV-G só pode ajudar o lentivírus a entrar na célula se o antígeno pareado se ligar a um receptor de célula B ou T humana que reconhece o antígeno.

“Essa técnica nos permite entender a imunidade muito maisé melhor. Assim, os cientistas verão a mecânica do reconhecimento imunológico complexo em várias doenças e acelerarão o desenvolvimento de vacinas e imunoterapias mais eficazes”, disse Michael Birnbaum, professor assistente de engenharia biológica do Massachusetts Institute of Technology.

Para demonstrar a precisão da técnica,Os pesquisadores criaram um pool de vírus com antígenos de 100 vírus diferentes, incluindo influenza, citomegalovírus e vírus Epstein-Barr. Eles testaram esses vírus contra cerca de 400.000 células T e mostraram que o método poderia selecionar corretamente os pares antígeno-receptor de células T que haviam sido identificados anteriormente.

Em pesquisas futuras, Birnbaum esperatestar milhares de antígenos contra populações de células B e T. “Nosso ideal é rastrear vírus inteiros ou famílias de vírus para que possamos obter leituras de todo o sistema imunológico em um único experimento”, observa ele.

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