Num novo estudo, Anna Balint, neurologista canina da Universidade Eötvös Loránd, usou
Cientistas colocaram eletrodos em cada cabeçacães para registrar suas reações cerebrais. Os pesquisadores então reproduziram sons diferentes de humanos e cães. As pessoas nas faixas de áudio riam, tossiam, murmuravam e os cães fungavam, latiam ou bufavam.
Cada som foi classificado como positivoou neutro, em termos de coloração emocional. Após cada ruído, os cães experimentaram mudanças nas ondas cerebrais durante os primeiros 250 a 650 milissegundos. No cérebro humano, as diferenças nos sinais durante este período estão associadas à motivação e à tomada de decisões.
Então os autores chegaram à conclusão de que os filhotes tentaramentender quem ou o que está emitindo sons e como responder. Os cérebros dos cães não produziram nenhum sinal durante os primeiros 250 milissegundos – este é o período de tempo durante o qual os humanos normalmente processam a natureza do som: altura, tom.
A atividade das ondas cerebrais atingiu o pico emvariam de 250 a 650 milissegundos. As ondas eram mais eletricamente positivas em resposta aos sons humanos e mais eletricamente negativas em resposta aos sons de outros cães. O responsável pelo estudo enfatiza que ondas positivas e negativas são características de mudanças na voltagem elétrica no cérebro. Isto não tem nada a ver com a preferência de um cão em ouvir um som em detrimento de outro, observou ela.
Mas a diferença de voltagem entre as ondas era séria. Os cérebros dos cães processam os dois tipos de som de maneira diferente, mas ainda não se sabe exatamente como.
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