A varíola já foi uma das doenças mais destrutivas da humanidade, que foi completamente superada
Pesquisadores do Instituto de Ciências EugenioMedea e a Universidade de Milão, na Itália, compararam os genomas de cepas modernas e históricas do vírus da varíola para traçar sua evolução. Os cientistas descobriram que todas as diferentes cepas de varíola descendem de um único ancestral comum e que uma pequena fração dos componentes genéticos encontrados nos esqueletos da Era Viking persistiu até o século XVIII.
Cientistas usaram modelagem computacionalpara determinar quando o vírus surgiu. A taxa de evolução depende do período de tempo durante o qual é medida, pelo que os vírus parecem mudar mais rapidamente durante um curto período de tempo e mais lentamente durante um longo período de tempo, explicam os cientistas. Usando esse efeito e genomas de vírus de diferentes épocas, os cientistas determinaram que o vírus da varíola apareceu há mais de 3.800 anos.
Até recentemente, acreditava-se que a varíola apareciae se difundiu apenas no século XVII, explicam os autores da obra. Só em 2020, num estudo de amostras de esqueletos e dentes da Era Viking, os cientistas identificaram várias estirpes de varíola e confirmaram a existência do vírus pelo menos 1.000 anos antes.
No entanto, alguns registros históricos e estranhosCicatrizes marcadas no corpo do faraó Ramsés II sugerem que a doença pode ter existido antes, observam os autores do estudo. Os resultados de simulações de computador pela primeira vez confirmam essa teoria histórica e a origem antiga do vírus da varíola.
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