Pesquisadores na China irradiaram folhas de alumínio com lasers potentes para recriar os processos.
As explosões solares são emissões intensasenergia na superfície do Sol causada pela reconexão magnética. Durante esse processo, dois campos magnéticos de orientação oposta no plasma se encontram e as linhas magnéticas se reconectam, criando a energia cinética e térmica do plasma e enviando partículas carregadas para o espaço na velocidade da luz.
Esquema de reconexão magnética. Imagem: ChamouJacoN, Domínio público, via Wikimedia Commons
Em 2010, físicos da Academia ChinesaSciences, a Peking University e a Shanghai University recriaram a reconexão magnética usando dois lasers poderosos para excitar a folha de alumínio e criar bolhas de plasma em sua superfície. À medida que as bolhas de plasma se expandiam, os campos magnéticos em forma de rosquinha colidiam uns com os outros e a reconexão magnética era observada.
No novo trabalho, os cientistas melhoraramum experimento para alinhar as condições de laboratório com processos reais complexos no Sol. Para fazer isso, os pesquisadores dimensionaram parâmetros-chave e dobraram o número de lasers. Como resultado da simulação, os pesquisadores conseguiram recriar os complexos processos de turbulência solar.
Explosão e ejeção de massa coronal no Sol. Imagem: NASA/SDO/Goddard
Os resultados obtidos no experimento sãoestão em total concordância com os dados conhecidos sobre explosões solares coletados por vários observatórios. Os cientistas também mediram a energia dos elétrons no plasma e como eles aceleraram durante a explosão.
Estudo semelhante da vida realdeverá ser transportado pela sonda solar Parker, lançada pela NASA em 2018. Para realizar experimentos, ele deve entrar em uma órbita com periélio de 6,2 milhões de km até 2024.
Ilustração artística da sonda Parker com o Sol ao fundo. Imagem: NASA
Pesquisadores chineses observam que a possibilidaderecriar os processos físicos no laboratório ajudará a construir modelos mais robustos e prever melhor quando e onde ocorrerá a reconexão magnética.
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Imagem da capa: NASA/SDO/AIA