Satélites gastos em órbita ensinarão a gerar eletricidade para combater os detritos espaciais

Até o momento, existem mais de 750 mil espaçonaves na órbita da Terra.detritos espaciais com diâmetro superior a 1

cm, movendo-se a uma velocidade superior a 28 mil km/h. Trata-se principalmente de vários restos de foguetes ou ônibus espaciais - desde enormes estágios superiores até pequenos parafusos e porcas.

Para começar a luta contra o lixo espacial, os cientistasoferecer diferentes usos para satélites desativados. Uma das idéias é equipar os aparelhos com fitas de vários quilômetros de comprimento, 2 cm de largura e 50 mícrons de espessura - mais finos que um fio de cabelo humano. A fita deve ser coberta com um material eletrônico térmico que emitirá elétrons quando aquecido pela luz solar.

Antes que a missão do satélite seja completada,a máquina desdobrará a fita. Devido ao fenômeno conhecido como a força de Lorentz (definida como a força exercida pelo campo magnético em uma carga elétrica em movimento), esta fita gerará eletricidade. Essa corrente, por sua vez, alimentará os motores elétricos a bordo do satélite para empurrar os detritos espaciais da órbita.

Anteriormente, engenheiros do Espaço EuropeuA Agência (ESA) realizou várias explosões controladas de baterias de íons de lítio instaladas em satélites. O objetivo do projeto é avaliar as possíveis conseqüências da explosão de baterias em órbita e, no futuro, reduzir a quantidade de detritos espaciais.