Íons “estranhos” encontrados em plasma que existiu por nanossegundos

Cientistas do National Laser Fusion Facility (NIF, National Ignition Facility) estão trabalhando em

fusão nuclear desde 2009 usando um conjunto de 192 lasers para disparar pulsos de alta energia em uma cápsula de combustível do tamanho de um rolamento de esferas. Este pellet de combustível é composto de deutério e trítio, e o calor intenso faz com que os átomos individuais se fundam em hélio, liberando enormes quantidades de energia.

Embora o plasma em chamas só existissenanossegundos, os cientistas o estudaram. A análise mostrou que ele se comporta de forma “estranha”, escrevem os cientistas, e os íons nele contidos têm energia mais alta do que os cientistas esperavam.

“Isso significa que os íons que sofrem fusão têm mais energia do que o esperado. Isto não pode ser previsto pelos códigos normais da hidrodinâmica da radiação”, explicam os cientistas.

Os autores do estudo comparam o inesperado,comportamento de alta energia de íons com o efeito Doppler. Esta é uma mudança na frequência e, consequentemente, no comprimento de onda da radiação percebida pelo observador, devido ao movimento da fonte de radiação em relação ao observador. O efeito leva o nome do físico austríaco Christian Doppler. A maneira mais fácil de imaginar isso é lembrar como soa diferente a sirene da polícia quando passa ao longe e quando passa perto.

Os autores do estudo explicam a necessidadesimulações mais avançadas para detalhar os processos em andamento. Isso fornecerá informações importantes para o projeto futuro de instalações termonucleares.

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Foto da capa: William Jack