Estudo ligando câncer e consumo de adoçantes gera polêmica entre cientistas

Cientistas do Instituto Nacional Francês de Saúde e Pesquisa Médica (Inserm) e

Universidade Sorbonne do Norte, na Françasugerem que alguns adoçantes artificiais estão associados a um risco aumentado de câncer. Eles usaram dados do projeto NutriNet-Santé, iniciado em 2009. O seu objetivo é acompanhar a relação entre dieta e saúde em mais de 100.000 franceses.

Eles descobriram uma ligação entre substitutos do açúcar,como aspartame ou acessulfame-K, e um risco aumentado de câncer. Os autores do novo estudo apelam aos reguladores de segurança alimentar para reavaliarem estes adoçantes artificiais.

Um novo estudo levou aO debate de décadas sobre a segurança dos adoçantes artificiais ressurgiu novamente. Especialistas não associados ao estudo argumentam que os resultados são insuficientes. Os céticos acreditam que os autores do novo estudo associaram erroneamente causalidade com correlação.

Durante o experimento a cada seis mesesos participantes preencheram três diários alimentares de 24 horas listando tudo o que comeram durante o dia, incluindo informações sobre marcas comerciais. Descobriu-se que os participantes do estudo que consumiram muitos adoçantes artificiais eram mais propensos a serem diagnosticados com câncer do que aqueles que não consumiam adoçantes artificiais (ou uma pequena quantidade). Em particular, o aspartame e o acessulfame-K têm sido associados a um risco maior de desenvolver câncer de mama e outros cânceres.

"Nossos resultados não suportam o usoadoçantes artificiais como uma alternativa segura ao açúcar em alimentos ou bebidas e fornecem informações importantes e novas para resolver disputas sobre seus potenciais efeitos adversos à saúde”, concluíram os pesquisadores em um artigo para a revista PA medicina.

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