O cérebro humano surgiu a partir de células tridimensionais: estudará métodos de combate ao câncer

O modelo consiste em uma bola de células de glioblastoma envolta em um vaso sanguíneo. Este último foi criado a partir

células endoteliais humanas. Para replicar a barreira hematoencefálica, o modelo conta com pericitos e astrócitos, dois tipos de células envolvidas na formação da barreira.

A barreira hematoencefálica (BBB) ​​é uma barreira que impede que componentes neurotóxicos do plasma, células sanguíneas e patógenos entrem no cérebro.

A ideia é testar como vários tratamentos cerebrais cruzarão o BBB para fornecer medicamentos quimioterápicos às células cancerígenas do cérebro.

Para entender o desempenho do modelo,os pesquisadores experimentaram nanopartículas que eles próprios desenvolveram. Eles são revestidos com um peptídeo chamado AP2, que os ajuda a passar pela barreira. Uma vez dentro, as partículas liberam sua carga útil – neste caso, cisplatina, um medicamento quimioterápico comum.

Como resultado, as partículas revestidas com AP2 foram capazes dechegar ao tumor e entregar uma droga que mata as células cancerígenas. Sem o revestimento peptídico, as partículas tendiam a danificar os vasos sanguíneos saudáveis. Os autores observam que chegaram a uma boa abordagem, pois o peptídeo AP2 também parece ajudar a direcionar as nanopartículas para o local do tumor, ligando-se ao receptor LRP1, que aparece próximo aos tumores.

A equipe agora planeja usar esse modelo para experimentar outras drogas e outros cânceres cerebrais.

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