Biólogos estudaram fígados transplantados entre 1990 e 2022 e encontraram 25 órgãos incomuns que permaneceram
Os pesquisadores estudaram 253 406transplantes de fígado e identificou um grupo especial de órgãos que viveram, no total, mais de 100 anos. Esta é a idade total antes e depois do transplante. Alguns órgãos funcionaram por 108 anos.
Os cientistas ficaram especialmente surpresos com o fato de que o “homem de 100 anos”fígados foram transplantados de doadores com idade média de 84,7 anos. Acredita-se geralmente que os órgãos de doadores mais jovens duram mais, mas os resultados do presente estudo pintam um quadro completamente diferente, especialmente no caso do transplante de fígado.
Como o fígado é um órgão regenerativo(capaz de autocura), as partes pequenas e restantes do fígado nos corpos do doador e do receptor crescem e se transformam em um órgão saudável totalmente funcional. Porém, nem toda operação de transplante é bem-sucedida, pois o corpo do receptor pode rejeitar o transplante devido a diversos fatores. Por exemplo, por vezes a composição genética do fígado do dador é muito diferente da do fígado que está a ser substituído, e isto faz com que o sistema imunitário do corpo do receptor ataque e rejeite o órgão transplantado.
Outro fator que leva ao fracassotransplante de fígado ou limita a idade do órgão transplantado, está associado a níveis elevados de transaminases. Esta enzima é importante para o funcionamento normal do fígado e para a remoção de toxinas do corpo humano. Durante o estudo, os cientistas descobriram que os fígados de doadores idosos apresentavam baixos níveis de transaminases. Isto os torna mais compatíveis e duráveis em comparação com enxertos de doadores jovens.
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