Uma nova análise de seis meteoritos lunares encontrados na Antártida forneceu a primeira análise precisa
Patricia Will descobriu vestígios de hélio e néon – gases nobres que raramente se combinam com outros elementos – em seis meteoritos lunares da coleção Antártica da NASA.
Os meteoritos são feitos de rocha vulcânicachamado basalto, que se formou quando o magma fluiu do interior da lua e esfriou rapidamente. Como resultado do resfriamento, partículas de vidro lunar foram formadas nas amostras, que retiveram os sinais químicos dos gases. Após a formação do basalto, camadas adicionais de rocha o envolveram, protegendo o vidro de partículas carregadas, tanto do fluxo constante do vento solar quanto dos raios cósmicos. O isolamento preservou essa marca e garantiu a origem dos gases presos no interior, argumentam os pesquisadores.
Os cientistas conseguiram capturar impressões digitais de hélio e neon em meteoritos graças a um espectrômetro de massa de gás nobre particularmente sensível.
A descoberta confirma a ideia de que a luafoi formado como resultado de um impacto gigante, dizem os cientistas. De acordo com uma versão da teoria do impacto gigante, um protoplaneta chamado Theia colidiu com a Terra há cerca de 4,5 bilhões de anos, cerca de 60 milhões de anos após a formação da própria Terra.
O golpe tinha que ser realmente poderoso para ejetar um ejetado das entranhas da Terra, que poderia permanecer em órbita e se conectar a outro corpo, e não cair de volta ao planeta.