Num novo estudo, Carl Leffler-Henry, Changku Kang e Thomas Sherratt analisaram
Aposematismo ou coloração de advertência - embiologia comportamental, a coloração brilhante dos animais, com a qual sinalizam aos potenciais predadores não apenas a sua presença, mas também a sua não comestibilidade e/ou defesa. É o oposto da camuflagem.
Segundo os cientistas, existe um “evolutivoparadoxo do aposematismo" - em um estágio inicial de evolução, qualquer indivíduo que difere da camuflagem é instantaneamente comido por um predador, ou seja, existe uma área de seleção negativa irresistível. Em outras palavras, não está claro como os animais com aposematismo poderiam ter evoluído. Os animais que se destacam tendem a ser capturados e comidos primeiro, evitando que apareçam cores ainda mais vibrantes.
Novas pesquisas mostram que a evoluçãoo aposematismo foi provavelmente (e ainda é) um processo passo a passo. Por exemplo, os ancestrais do Phyllobates terribilis, o sapo-flecha dourado, não eram muito brilhantes no início, e depois sua cor tornou-se cada vez mais rica e perceptível. Isso faz parte do mecanismo de sinalização para predadores. As rãs desenvolveram então outros impedimentos, como verrugas de sabor desagradável ou veneno mortal. Aí a cor ficou ainda mais perceptível e assim por diante, aumentando.
Como resultado, hoje as cores neon brilhantesP. terribilis não atrai predadores, mas antes os alerta sobre os sérios riscos associados ao ataque ou comido. O simples toque na pele de um sapo pode causar consequências graves, como inchaço, náusea e paralisia.
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Foto da capa: Brian Gratwicke