Em 30 de maio de 2015, um terremoto de magnitude 7,9 ocorreu perto das ilhas japonesas Ogasawara, localizadas
Usando o método de retroprojeção 4D,os pesquisadores traçaram a trajetória do terremoto e pela primeira vez identificaram a atividade sísmica que começou no manto inferior. Eles se basearam em medições de uma rede de sismógrafos de alta sensibilidade (Hi-net), uma rede de estações sísmicas localizadas em todo o Japão. Os dados obtidos com esses instrumentos são semelhantes às ondulações em uma lagoa de uma pedra caindo: ao calcular como as ondas sísmicas se propagam, os pesquisadores foram capazes de determinar com precisão o caminho de um terremoto de foco profundo.

Cientistas encontraram evidências de um terremoto que ocorreu há 2.800 anos
A equipe descobriu que o choque principal havia começadoa uma profundidade de 660 km, espalhou-se então para oeste-noroeste durante pelo menos oito segundos, diminuindo em profundidade à medida que o fazia. A análise de duas horas após o choque principal revelou réplicas (tremores repetidos) em profundidades de 624 a 751 km.
O modelo geralmente aceito de foco profundoOs terremotos são uma falha transformacional: a instabilidade causa a transição da olivina na placa subdutora para uma forma mais densa - espinélio. No entanto, tremores secundários abaixo de 700 km ocorreram fora da zona onde esta transição ocorre. Os autores sugerem que a sismicidade profunda pode ter resultado de mudanças de tensão causadas pela subsidência do segmento da placa subdutora em resposta ao choque principal, embora esta hipótese exija um estudo mais aprofundado.
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