Pesquisadores da Universidade Francesa de Paris-Saclay descobriram que, em alguns casos, uma película de sabão
Para estudar películas e bolhas de sabão, cientistascriou misturas compostas por detergente líquido, água e glicerina, com concentrações variadas desta última. As bolhas resultantes foram testadas em várias temperaturas e umidade do ar. O estudo mostrou que em alguns casos a diferença entre a película de sabão e o ar ambiente era significativa e chegava a 8°C.
Anteriormente, verificou-se que os filmes de sabão perdemlíquido como resultado da evaporação para liberar o excesso de energia (assim como as pessoas quando suam para se refrescar). Mas os físicos acreditavam que a temperatura desses filmes correspondia ao ambiente, dizem os autores do trabalho. Experimentos mostraram que a temperatura primeiro diminui e depois aumenta até que um equilíbrio seja estabelecido.
Mudança na temperatura da bolha em comparação comar ao longo do tempo em diferentes concentrações de glicerol (superior) e umidade do ar (inferior). Imagem: Francois Boulogne et al., Physical Review Letters
Dependência da diferença máxima entre a temperatura das bolhas e do ar em diferentes concentrações de glicerol e umidade do ar. Imagem: Francois Boulogne et al., Physical Review Letters
A magnitude do efeito de resfriamento depende tanto da umidade relativa quanto da concentração inicial de glicerol: uma diminuição nos valores desses dois parâmetros leva a um aumento na diferença de temperatura.
Os pesquisadores observam que o novo efeito afeta a viscosidade e a tensão superficial dos filmes de sabão. É importante considerá-lo em processos industriais que utilizam bolhas.
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