Estudo clínico conduzido por um cientista do Australian Heart Research Institute
Como padrão ouro para o diagnósticobiópsia de rejeição é usada. Durante este procedimento, um tubo é inserido na veia jugular através do qual os cirurgiões removem várias amostras de tecido cardíaco. Os pacientes geralmente precisam de até 12 desses procedimentos durante o primeiro ano após o transplante. Os resultados são usados para avaliar a eficácia dos tratamentos imunossupressores usados para prevenir a rejeição.
Em seu trabalho publicado na revistaAmerican Heart Association Circulation, os pesquisadores sugerem o uso de ressonância magnética para analisar o nível de edema cardíaco para identificar sinais de possível rejeição sem intervenção invasiva.
Cientistas testaram sua tecnologia em um hospitalSão Vicente. Durante o trabalho, foram realizadas 401 ressonâncias magnéticas e 354 biópsias em 106 pacientes. Um estudo randomizado mostrou que a nova tecnologia é segura e tão eficaz quanto uma biópsia. Ao mesmo tempo, nos pacientes que não sofreram intervenção invasiva, houve diminuição na frequência de internações e infecções.
“Esta nova biópsia virtual leva menostempo, é não invasivo, mais econômico, não usa radiação ou agentes de contraste e, mais importante, os pacientes preferem”, diz Andrew Jabbur, coautor do estudo.
No futuro, os cientistas planejam ampliar o estudo para testar a eficácia da tecnologia no transplante cardíaco em crianças, bem como diagnosticar inflamações do coração não associadas ao transplante.
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