Na Internet, as pessoas usam avatares. Os cientistas decidiram descobrir quais objetivos os usuários buscam ao escolher
Como explicam os cientistas, isso se deve ao fato de queexperimentos no mundo digital são mais seguros. Observaram que o impacto do ambiente virtual na realidade foi activamente alimentado nos últimos dois anos pelo isolamento físico durante a pandemia da COVID-19. “Isso torna nosso trabalho ainda mais relevante”, escrevem os cientistas no artigo.
No decorrer do estudo, os sociólogos desenvolveram um novo sistema de avaliação que combina interseccionalidade e teoria da identidade social.
Interseccionalidade é sobre o quea intersecção de identidades determina a inclusão ou discriminação de uma pessoa em determinados contextos sociais. E a teoria da identidade social é “responsável” pela dinâmica social através do prisma da pertença a grupos e explica como a ideia que uma pessoa tem de si mesma é moldada pela sua participação nesses grupos.
Os cientistas descobriram que ao escolher um avataro usuário pode precisar ajustar sua representação visível ou reconhecível para se adequar ao que está disponível para ele. Por exemplo, alguns aplicativos sociais de realidade virtual suportam apenas sistemas binários de gênero e imagem corporal estereotipada. Em outros casos, uma pessoa pode querer ter uma determinada aparência para se encaixar na comunidade com a qual interage. Em qualquer caso, o “corpo digital” (avatar) de uma pessoa influencia as interações sociais e se estas são adequadas ou não a determinados grupos da sociedade.
Os autores do trabalho observaram que hoje o avatar é a base para milhões de interações sociais diárias no ambiente virtual, mas não refletem necessariamente a personalidade e características do usuário.
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Foto da capa: CC0 Domínio público